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quinta-feira, 5 de novembro de 2009

O Despertar do Acordar de Quem Um Dia Sonhou em Dormir.

Mais uma vez palavras e pensamentos puros e copiados bombardeiam meus neurônios, reconfortados e vibrantes pela insônia que o benzodiazepínico não conseguiu vencer, as ideias tateiam uma linearidade mórbida e coerente, mas ao tentar sair em palavras se revelam como devaneios de um louco que acha que consegue escrever algo, que a razão e a lucidez consigam saborear com o eterno gozo do 'entender', quero externar nesse texto, o que o interno não consegue compreender e o que a razão do pensar faz enlouquecer (ops, até rimar minha loucura faz brotar) Mas vamos lá, às vezes me prendo a norma didática do escrever, mas às vezes penso que ser certinho em textos seguindo as regras estabelecidas é uma forma de permear a lucidez e é dela que fujo na minha vontade de dormir e no meu sonho de despertar.

Depois dessa incongruente introdução, tentarei exprimir a real intenção dessa postagem, que você possivelmente esteja perdendo seu tempo lendo, não vou escrever de forma indireta, escreverei como se tivesse conversando com você, acho que você pode ter alguma vontade de conversar comigo certo?! Ok, aceitando ou não conversarei com você.

Acho que nesse período comemoro o início do meu declínio psicológico, mas comemoro também o início do meu despertar, acordar, voltar, começar, ressurgir, sei lá, qualquer coisa que termine com 'r' e seja um sinônimo do que quero falar, esse despertar surgiu de forma cautelosa e calculada, até se tornar uma dízima periódica na beira de um precipício de sentimentos involuntários nunca antes sentido, com a liberdade de viajar em um coração vazio, que facilmente poderia ser preenchido com a delicadeza selvagem do amor, sentimento esse que começa sendo real, se metamorfoseia em irreal, chegando ao patamar de surreal com pintadas de psicodelismo gutural de uma voz rouca de pedidos de socorros introspectivos, fazendo assim, uma combustão tão forte que toda a sonolência de vida antes sonhada, dar lugar ao anseio de não querer mais dormir e sim sonhar acordado com a doce emoção de se sentir despertado.

Quem um dia já sonhou chegar ao repouso eterno e querer conhecer o mistério que não foi revelado, se acovardando da realidade enfrentada, buscando a alternativa mais rápida e ágil para superar a dor desconhecida? Você não?! Pois eu sim! Ás vezes faça uma analogia dessa trajetória de vontade de dormir, com a Odisséia, me sentia como o Ulisses enfrentando à ira dos deuses, buscava na direção dos ventos e tempestades a minha rota nebulosa e sinuosa da busca incessante da paz de espírito, mas como encontrar a paz de espírito sofrendo as piores mazelas possíveis? A paz de espírito não era encontrada, mas a força de vencer gigantes era sempre saboreada, o aprendizado de vencer obstáculos impossíveis dentro da possibilidade do meu ser é algo que todos os livros que li e todo ensinamento dado pela condição humana nunca vai conseguir fornecer, somente sentindo e vivendo essa emoção, (que vou logo avisando não é boa e se puder escolher nunca mais quero voltar a sentir ela novamente) você pode abstrair todo esse aprendizado de vida.

Mas como Ulisses, eu tinha a esperança de encontrar o abrigo do destino percorrido e do sonhar nostálgico de novamente poder amar, no meu caso de conseguir amar, essa pode ser uma tarefa fácil para qualquer um, mas não para um lunático que resolve enfrentar os deuses em busca do desconhecido, na petulância voraz de conseguir vencer o próprio EU, delineando no fogo das amarguras a capacidade de se doar e ser preenchido não só pelo meu próprio egoísmo, mas pela troca recíproca de outro ser, que permeia esse EU em forma de sentimento ao ponto de fazer esse EU não ser mais EU e sim um EU mais outro EU pra chegar em um EU que não se conforma com a singularidade de ser apenas só UM [entendeu?] rs.

Acho que a prolixidade novamente afeta meus pensamentos, mas aposto que se você chegou até aqui não vai querer perder o final, mas como sou bondoso, aviso logo, vai ser tão chato quanto o início...

Portanto, acredito que cheguei novamente à margem, que a paz antes procurada e abafada pelas tempestades, se encontra em uma simbiose harmoniosa de viver momentos profícuos e inefáveis em belezas radiantes que a natureza oferece, com a brisa suave de um entardecer que vive a alegria de ter conseguido vencer com perseverança as tempestades que destruía a beleza de boas paisagens lúdicas de um sonho que ainda se faz realidade, esse é o meu despertar, acredito que antes as minhas forças vitais que estavam aos poucos se desligando desse mundo acelerado passam novamente a serem reanimadas, é como ter acordado de um coma ou como de uma hora para outra de forma inesperada e sorrateira conseguir encontrar na minha frente à margem tão desejada pelo meu barco que não suportava mais navegar, é como se o pesadelo do sonho acordado na vontade de dormir se transformasse no sonho acordado de alguém que foi despertado da letargia ofuscante do devir. Na Íza da aurora encontrei o refúgio e lugar onde pudesse repousar, não o sono eterno, mas o dormir sonhando acordado. Já que fui tão incoerente e devasso nesse texto, enfeitá-lo-ei com um pouco de poesia.

Enquanto você dormia, eu aprisionei o vento,
Silenciei os sons da noite, calei os seresteiros
Para que o silêncio embalasse teu sono: Esse é meu lado anjo da guarda.
Enquanto você dormia eu apaguei todas as estrelas,
Desliguei a lua, coloquei vaga-lumes atrás das montanhas
E pedi as nuvens para te embalar; esse é meu lado fada.
Enquanto você dormia encomendei um amanhecer perfeito,
Pedi ao sol para despertar depois de você
E iluminar os caminhos do teu dia...
[no momento ainda não sei o autor dessa poesia]

Sinto que como acordei da vontade de dormir estou com todos os motivos para está feliz, tudo está dando certo, tudo se transforma em paisagens e maravilhosos momentos, com a trilha sonora do amor, mas mesmo assim, o medo de viver ainda continua, as mazelas sofridas voltam como flashes e cada rajada mais forte de vento me atemoriza, algo me persegue como um vírus que ataca a minha melhor função corporal e me paralisa e me faz pensar e pensar, em quando vou ver, não estou pensando em nada e chegando a lugar nenhum, apenas devaneios e devaneios, que muitos diriam que poderia ser uma loucura que quer sempre brotar, o problema é que acredito que na verdade, ela que está sendo amordaçada pela máscara da lucidez que não canso de querer usar.


Saudações Despertada de um Sonho Acordado à todos.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Ídolos Parte II

Fiódor Mikhailovich Dostoiévski

Há 3 anos atrás um amigo meu chamado Datan me falou muito rapidamente sobre um escritor chamado Dostoiévski e especificamente a obra Crime e Castigo, fiquei muito interessado em conhecer, na época estava conhecendo todos os tipos de leitura, auto-ajuda, best-seller, e todo tipo de porcaria literária que tivesse alguma história e que ocupasse meu tempo com a leitura, como tinha criado o hábito de ler a bíblia todo dia em meu período cristão, me habituei profundamente com a leitura, via nela um lugar onde pudesse fazer viagens sem sair do lugar e uma infinidade de benefícios que a leitura traz que não vou citar aqui, pois não é o objetivo do post. Continuando, resolvi ler Crime e Castigo e fiquei profundamente extasiado com aquela leitura, foi pra mim algo mágico, fui lendo e me envolvendo de uma forma, que certa vez fui finalizar a parte que faltava do livro em um dia, comecei às 11 da noite e fui parar 6 da manhã, quando terminei de lê-lo estava completamente maravilhado, literalmente em outra dimensão, todos os meus sentidos ficaram paralisados e estava em um estado de completa magia e satisfação que nunca nenhum outro livro conseguiu me levar. Desde então outro ídolo se constituia em minha vida.

Obviamente que fui ler outros livros dele, e sempre era surpreendido por uma escrita bem feita, por histórias totalmente inéditas, que sempre fugia da normalidade literária, que é muito difícil um escritor fugir, e principalmente não fazer dos personagens principais da sua trama aquele herói cândido, bucólico, puro, cheio de virtudes, moralidades e certinho. Seus personagens sempre possuiam os dois lados da moeda, no livro recordações da casa dos mortos, ele descreve a seguinte frase que eu adoro. "Até nos seres mais envilecidos podemos encontrar os mais belos sentimentos humanos", além das características psicológicas que está contida em toda a sua obra, e óbvio, influenciou grandemente Sigmund Freud, que chega a dizer que o livro Os irmãos Karamazov é melhor romance já escrito na história. São tantas informações que tenho receio de ser prolixo demais em minha explanação sobre o melhor escritor da história literária (em minha opinião é claro) Mas vamos lá.

Temas como humilhação, assassinato, suicídio, loucura, homicídio e até um suposto parricídio são encontrados em suas obras, confesso que são textos extremamente sombrios e depressivos, mas se conseguir obter um aprofundamento na leitura e uma análise mais holística é impossível não visualizar muita arte e talento em seus livros.
"Compara-se muitas vezes a crueldade do homem à das feras, mas isso é injuriar estas últimas."

Dostoiévski possui a ideia de purificação através do sofrimento, que ele acredita ser essencial para alcançar a liberdade plena.
"A purificação pelo sofrimento é menos dolorosa que a situação que se cria a um culpado por uma absolvição impensada."
Sua vida foi repleta de sofrimentos e extremamente sorumbática, sofria de epilepsia, desejou por muito tempo a morte do pai, quando ele morreu supostamente pelos próprios servos, Dostoievski ficou profundamente abalado, sentiu-se culpado, o que agravou deveras sua epilepsia e sua depressão.


Achei essa descrição e detalhamento da sua obra muito interessante.
Dostoevsky criou um trabalho de imensa vitalidade e o poder quase hipnótico caracterizado pelas características seguintes: cenas febrilmente dramatizadas (os conclaves) onde os caráter deles estão freqüentemente comprometidos na atmosfera escandalosa e explosiva, apaixonadamente cometido com os diálogos de Socratic da Rússia; a procura de Deus, o problema da Injustiça e o sofrimento do inocente freqüenta a maioria dos romances deles; os caráter ajustaram em categorias diferentes: Christian humilde e modesto (príncipe Myshkin, Sonya Marmeladova, Alyosha Karamazov), ego-devastando niilista (Svidrigailov, Smerdyakov, Stavrogin, o homem subterrâneo), os libertinos cínicos (Fiódor Karamazov), os intelectuais rebeldes (Raskolnikov, Ivan Karamazov); os caráter deles também são administrados pelas idéias em vez do usual imperativos biológicos ou sociais.

Os romances de Dostoevsky estão comprimidos pelo tempo (muitos sós cobertura alguns poucos dias) e isto permite ao autor que você livre de um das características dominantes da prosa realística, a corrosão de vida humana no processo do fluxo do tempo - o caráter deles inclui os valores espirituais principalmente e estes são, por definição, eternos. Outros tópicos obsessivos incluem o suicídio, o orgulho ferido, o colapso dos valores familiares, a regeneração espiritual por sofrer (a razão mais importante), a rejeição ocidental e a declaração da Ortodoxia russa e o Zarismo. O trabalho deles às vezes é caracterizado como 'polifônico': ao contrário de outros novelistas diferentes, Dostoevsky é livre de 'uma única visão', e embora muitos escritores descreveram as situações de vários ângulos, o Dostoevsky gerou só romances completamente dramáticos de idéias onde são desenvolvidos pontos de vista contraditórios e caráter para um crescendo intolerável.

Em seus livros consigo encontrar-me em seus personagens, visualizar minhas próprias vilanias, instigar minhas filosofias, aprofundar minha racionalidade, fazer introspecções e mergulhar em um oceano de experiências quase transcendentais totalmente inefáveis. Por esse estilo ousado, por esse ineditismo literário e tudo o que foi citado acima, que ele se tornou um dos meu grandes ícones.


São tantas informações, livros e coisas fantásticas desse escritor que se fosse detalhar tornaria muito prolixo essa postagem, por isso, vou ficando finalizando por aqui.

Saudações literárias à todos.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Ídolos Parte I

Janis Joplin


Certa vez alguém que não me lembro quem nem quando colocou Summertime da Janis Joplin para que eu escutasse, foi algo mágico, quando ouvi aquela voz única e estrondosa fui inexplicavelmente arrebatado em uma introspeccção cheia de sentimentos, por mais que não entendesse a letra, pois sou totalmente leigo no inglês, conseguia sentir a vibração da dor e da angústia repassada através daquela música cantada por ela que em seguida se tornaria minha grande paixão musical.




A partir dessa música óbvio que fui atrás de pesquisar tudo sobre essa grande mulher, recentemente tive a oportunidade de ler sua biografia que do início ao fim é marcado pela a emoção, dor, sofrimento, entusiasmo e poesia, poesia de vida. Tentarei sucintar ao máximo sua biografia expondo as partes que acho essenciais e que de certa forma possui pontos em comum com o que acredito.



Janis nasceu na cidade de Port Arthur, Texas, nos Estados Unidos. Cresceu ouvindo músicos de blues, tais como Bessie Smith e Big Mama Thornton. Joplin concluiu o curso secundário na Jefferson High School em Port Arthur no ano de 1960, e foi para a Universidade do Texas, na cidade de Austin, onde começou a cantar blues e folk com amigos.


Ela foi influenciada pela geração Beat que efervecia na década de 60 em São Francisco, possuia um estilo ousado, roupas coloridas, vários acessórios e muita muita droga. Sofria uma terrível perseguição desde o tempo colegial por seu aspecto diferente da maioria, crescida em uma região totalmente provinciana regada de valores bestas, ops morais. rs, era totalmente marginalizada. [Tentemos lembrar de nossa época de colégio, faculdade, sei lá, sempre tinha alguém que por ser diferente da maioria era alvo de ridicularização, críticas e sarcasmos... Certa vez conversei com um doutora em Sociologia chamada Tânia Silva, perguntada sobre o porque do preconceito, ela me falou algo que levo até hoje em minhas considerações: "Na sociedade de hoje tudo que é diferente sofre preconceito". Assim como Janis que era expulsa de bares e excluída de festas, assim me sinto, não por exclusão dos outros, mas por não conseguir encontrar espaço para que possa viver da forma que acho agradável.]


Em 1967 Janis estoura no mundo da música no famoso festival pop de Monterey, a partir daí Joplin vira uma celebridade, considerada até hoje a única mulher branca capaz de cantar blues, ela encantou e fez chorar de emoção uma geração que é impossível não invejar, uma época em que grupos de pessoas sonhavam com a paz, com o amor e a ideia utópica de um mundo melhor. Janis cantava blues, pois acreditava que o blues 'era querer ter uma coisa que não se pode ter nunca'. [O fato de querer ter uma coisa que não se pode ter é algo para mim tão real e tão forte em minha vida que é impossível não me encontrar nessas palavras, um exemplo: hoje vejo mulheres de todos os tipos, mas como minha psicóloga gosta de dizer, a mulher dos seus sonhos é a perfeição que você nunca vai conseguir encontrar, seja mais flexível. sic ¬¬. Não é que busque sempre algo que não possa ter, mas as coisas que quero são imbutidas de sonhos e como na época de Janis, sonhar não é uma coisa muito fácil.]


Antes mesmo do estrelato Janis já possuía uma dependência química de heroína extramamente forte, várias vezes tentou se tratar, entre um dos seus tratamentos realizou uma viagem ao Brasil em 1970 para assistir ao carnaval do Rio, em uma oportunidade foi convidada para o camarote presidencial, como de costume foi expulsa por seus modos nada peculiares para aquela época e foi encontrada no hall do municipal aos prantos, entre rios de lágrimas essas foram suas palavras:
- Man, vim de longe para ver o carnaval de vocês... vi aqueles caras sambando só com os pés e alma. Man, vim a essa festa enorme , fui convidada a subir a um camarote por gente que é muito famosa aqui; entro e eles me expulsam de lá. O que me incomodou foi o riso deles, a gargalhada daquela gente, todos rindo de mim. Sabe, man, eles não me conhecem, não querem saber o que penso, o que eu faço, não querem nem ouvir o meu canto. Só querem me ridicularizar, man, e isso dói. [É difícil conviver em uma sociedade onde os valores morais impostos são tão ridículos e preconceituosos que nos faz sentir ojeriza dela. A aparência, o dinheiro, a lei dos bons costumes (como eu odeio isso) são rigidas de uma forma tão pragmática e hipócrita, que prefiro ser um marginal dela do que entrar na roda desse sistema inaceitável e medíocre.]


No dia 4 de outubro de 1970 Janis morre de uma mistura mortífera de heroína, bebidas alcoólicas, sofrimento e muitas decepções que o sucesso e o reconhecimento não conseguiram sanar ou mesmo afagar. Aquela voz lírica, potente e carregada de sentimentos seria eternizada em suas músicas inesquecíveis. Seu corpo foi cremado e em uma cerimônia sua cinzas fora jogada no pacífico, ao encontro do mar de esperanças e sonhos realizáveis dos corações assim como o dela quiméricos. Quando a escuto, além da música, escuto meu ser, o sussurrar da minha alma, o entorpercimento vazio da dor, e a busca incensante da vida em sua plenitude.Vou tentando levar minha vida ao ritmo dessa sua frase simples porém extramamente complexa. "Meu negócio é aproveitar e se divertir. E por que não, se no fim vamos terminar mesmo?"


Saudações musicais à todos.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Renascimento

O mundo pode ser algo diferente do que os nossos olhos podem ver? Será que a luz que nos cega pode ser a mesma que nos faça ver paisagens incríveis e admiráveis?



É incrível como construimos pseudos-monstros em nós mesmos. Ele nos apresenta por um bom período como um gigante indestrutível, não sabemos como derrotá-lo e o pior é que perdemos a capacidade de desafiá-lo ao bom combate, sempre se faz necessário criarmos alguma força e uma nova perspectiva para percebermos que ele não passa de uma ilusão que criamos e que não representa mal algum.


Existe vários tipos de monstros, os sentimentais que nos fazem crer que aquele ou aquela é o grande amor da nossa vida, quando não passa de uma boa experiência que vivemos, tem também aquele que nos atormenta nas noites insones que nos causa medo, pavor e ansiedade, e vários outros.

Sim meu texto está um pouco incogruente, mas infelizmente não estou conseguindo organizar minhas ideias, como faz tempo que não escrevo vai assim mesmo. hehehe.

Uma das coisas que todos falavam e que agora percebo com clareza, é como conseguimos ser muito mais profundos quandos estamos tristes, temos criatividade, uma visão holística e às vezes até transcendente, sempre recheadas de novas ideias e suposições. Basta ficarmos um pouco melhor para que percamos em certa medida toda essa potencialidade, mas faz parte. Prefiro mil vezes não conseguir escrever um texto do que passar os tormentos de uma pertubação.

Só quem passa por angústias sabe o quanto é sofrido e doído, mas o sabor de superar isso é tão prazeroso e tão profícuo que a vontade que temos é de voar, de alçar voos bem altos e gritar para todo mundo a força da nossa felicidade, tudo, até a coisa mais simples são motivos para nos alegrarmos, e os amigos nessas horas viram irmãos e a fraternidade é algo que brota fortemente de dentro do âmago.


Quando estamos triste até um dia nebuloso já se configura algo triste, hoje sinto-me hoje exultante de caminhar por dias assim e conseguir ver belezas em nuvens escuras e conseguir perpassar esse tempo fechado, vendo como ficam belas as árvores


Antes eu achava que quando passasse pelos os tormentos eu rir de tudo o que aconteceu, parafraseando Charlie Chaplin, mas é impossível rir e sim nunca mais querer lembrar. Sinto-me hoje uma fortaleza, alguém capaz de destruir qualquer adversidade, de rir de problemas enormes e ser calmíssimo com qualquer tempestade.


Poema Transitório(...) é preciso partir é preciso chegar é preciso partir é preciso chegar... Ah, como esta vida é urgente!... no entanto eu gostava mesmo era de partir...e - até hoje - quando acaso embarco para alguma parte acomodo-me no meu lugar fecho os olhos e sonho: viajar, viajar mas para parte nenhuma...viajar indefinidamente...como uma nave espacial perdida entre as estrelas. Mario Quintana.

Saudações à todos os meus amigos e familiares que foram imprescindível para o meu renascimento.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Viver Como o Cosmo!

O tempo voa e com ele amadurecemos e nos entristecemos, com ele sonhamos e nos desestimulamos, não é hora para filosofar eu sei, também não sei se é a hora para se comunicar, tudo é tão distante que parece que escrevo no meio do mar, sozinho, sem auxílio nenhum, em busca de socorro e escrevo em um pequeno papel e coloco dentro de uma garrafa, sabendo que ela é apenas um sonho de um retorno que pode nunca mais voltar...



Caminhamos uma estrada cheia de paisagens, de novidades, de decepções, nos atormentamos quando a estrada não consegue ser apenas reta e plana, quando não precisamosfazer escolhas e decisões por onde devemos caminhar, queremos apenas seguir em frente e a passos lentos. É bem fácil seguir uma rotina e não gerar riscos a si mesmo com o medo de errar, mas é encantador buscar atalhos, conhecer novas estradas, novas paisagens, viver aventuras, sonhar, acordar, aprender e por que não ensinar?! Se tivermos a consciência de seguir nossas vidas ao moldes do cosmos, sempre vamos querer nos movimentar e fugindo da monotonia e de sermos previsíveis, esconderemos um mistério em torno de nosso próprio ser, criaremos buracos negros para retermos tudo que é bom e estaremos sempre sempre caminhando em volta de nós mesmo, do sol e das galáxias. Isso não é megalomania é a certeza de termos uma essência única, perfeita, harmoniosa e cheia de milagres que é a vida.


Falar de sonhos já virou clichê, mas que tal falarmos de algo que sempre tentamos não encarar que é a própria introspecção. O que aconteceria se todos realmente conhecessem pelo menos metade de si mesmo? Se todos conseguisse visualizar seu erros e tentar não cometê-los mais? E se estivéssemos sempre buscando um aperfeiçoamento através do nosso autoconhecimento. Gosto de me indagar, gosto de indagar as verdades absolutas e quem sabe criar uma própria.
Quantos mistérios encontram-se em coração de um homem, e mais ainda de um menino como eu.

Tudo no mundo, que sempre gira e sempre se torna mutável, permanece em sua órbita absoluta?

pausa & poesia
Restos de ontem não amanhece o dia & o melhor de tudo é deixar acontecer pra ver que sol vai dar, qual o caminho que aponta a inspiração & por qual canção inaugurar o silêncio da manhã. sedução de calma & poesia. nenhuma pressa me interessa. A cidade que mora em mim não se desespera. Não atravessa o farol fechado, não faz o sinal da cruz & não paga pecado. Nem inferno & nem paraíso, afinal, todo juízo é pouco & quando muito, exagera. Contemplações à parte. preciso & necessário é reinventar a paisagem mesmo sendo simples viagem do infinito possível. Acredito & levo fé. Não se constrói nenhum futuro sem estar no presente. Utopia não é teoria na selvageria onde brigam o querer & poder em vias de interesses & pretensões, mas sim um arco teso disparando setas cujo alvo é & sempre será a paz & o amor. Digo sim, o riso & o risco na mesma companhia, desgarrados & de boca em boca, de voz em voz, o mesmo canto. A mesma surpresa da concepção & a mesma plasticidade. Idade de perdurar a maravilha do sonho sobre a vida. Digo amém a quem possa interessar a sintonia dos elementos poéticos que vivem em ondas de considerações, entre muitas vozes, criando elos de celebrações & encantamentos. Digo sim a todos que repartem existência & convivência estimulando a reflexão entre a vida & a arte. Pausa para olhar & ver & descobrir a poesia como o óbvio do novo, refazendo a festa, a farra & segurando a barra nas freqüências das paixões.
zhô bertholini

Abraços Cósmicos

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Mudanças

Existe coisas na vida, que podem ser o fim ou recomeço. Todas perdas sempre vem acompanhadas de novas conquistas, novos horizontes e novas tentativas. Exemplo: Quando você anda com um grupo de amigos e por algum motivo não anda mais, acaba abrindo espaço para andar com novas pessoas que podem ser mais interessantes ou lhe trazer algo novo. Minha vida foi sempre de perdas e recomeços, fico triste por não valorizar as perdas, de não criar raízes para tornar mais difícil as despedidas ou fazer com que não as aconteça, mas isso sempre foi algo muito difícil. Queria ser um pouco mais flexível, mais emotivo, sentimental, fugir um pouco da racionalidade e me aventurar por um mundo desconhecido onde não tenha medo de descobrí-lo, que aprecie uma rosa sem evitar tocá-la com o medo de me furar com seu espinho, são tantas vontades e desejos...

Tenho esperança que uma adolescência repleta de dúvidas possa trazer um conhecimento vindouro mais substancial e seguro. Essa fase juvenil é coberta de mudanças e questionamentos, são eles extramente essenciais para o forjamento do caráter, das relações interpessoais e de nossa personalidade.

Pensando em algo mais científico do que estou falando, trouxe uma entrevista concedida para o site Olhar Virtual da Universidade Federal do Rio de Janeiro com duas psicólogas sobre os desafios dessas mudanças na pós-modernidade.

Olhar Virtual: As fases da adolescência e da juventude são momentos marcados por intensas modificações e questionamentos acerca da realidade. Que aspectos do mundo contemporâneo tornam esses dados ainda mais complexos para o jovem?


Luciana Gageiro: Com o acirramento do individualismo, a instauração da sociedade de consumo, a globalização econômica e cultural, as bases de sustentação de ideais coletivos e relativamente estáveis se dissipam. Nesse contexto, os ideais de liberdade e autonomia tornam-se radicais, de modo que é dito aos jovens que seu futuro depende única e exclusivamente deles. Eles entendem que devem romper com o passado e com as tradições, para que possam se destacar do todo pela sua singularidade e autenticidade. Assim, o caminho em direção a uma travessia da adolescência complica-se, na medida em que o jovem não encontra na cultura referências que possam lhe auxiliar neste momento de “passagem”.

Olhar Virtual: Como a relação do jovem com a família e com a sociedade mudou nos últimos anos? Quais as influências da disseminação do uso de drogas e do aumento nos níveis de violência nessa relação?

Luciana Gageiro: A tarefa de educar jovens hoje se torna bastante complexa e desafiadora. Os pais e os profissionais que lidam com jovens enfrentam dificuldades, particularmente, nas questões referentes ao exercício da autoridade, à indisciplina e ao descompromisso. Por outro lado, as mensagens veiculadas pela mídia trabalham em cima de um estereótipo de jovem como aquele que é livre, que não se submete às regras e que pode, portanto, gozar de todos os prazeres da vida. Prevalece, atualmente, a lógica da exclusão, do não-reconhecimento das diferenças, do embotamento do desejo pelos padrões de prosperidade e comportamento impostos pelo consumo, nos quais o jovem deve se enquadrar, sem espaço para a sua subjetividade. A violência e o uso abusivo de drogas e álcool podem ser entendidos como respostas dos jovens a estes imperativos sociais. Nesse sentido, a esses jovens, controle não falta, o que falta é perspectiva, é desejo. E essa problemática não se restringe à família, mas se trata de algo que envolve toda a sociedade. Há que se pensar formas pelas quais os pais e a sociedade possam refletir sobre os impasses na educação dos jovens no mundo contemporâneo para tentar assim oferecer a eles um cenário diferente.

Olhar Virtual: Zigmunt Bauman, autor polonês, em seu livro Amor Líquido, ressalta a fragilidade das relações humanas na pós-modernidade e enfatiza que é necessária muita ousadia para assumir compromissos de longo prazo. As relações amorosas dos jovens estão, de fato, mais efêmeras e superficiais? Como o jovem do mundo atual encara o amor e o casamento?


Jacqueline Cavalcanti: No livro Amor Líquido, Bauman trata da fragilidade dos vínculos humanos, e entre eles inclui o vínculo amoroso-sexual. Discute essa fragilidade a partir de determinadas condições sociais e culturais do nosso tempo, chamado por ele de "modernidade líquida". Duas importantes características desse tempo são a ênfase que o indivíduo dá a sua própria liberdade e à possibilidade de ter uma vida consumidora. Nesse contexto, ser livre para viver sem restrições, sem constrangimentos ou cerceamentos, e ter opções e poder escolher aquilo que mais o apraz são aspectos essenciais para o indivíduo. É a partir desse contexto que as relações amorosas devem ser pensadas. Assim, muitas vezes, o jovem busca relações amorosas mais superficiais e efêmeras porque esta é uma maneira de ele se aproximar de um outro e, ao mesmo tempo, manter a sua liberdade individual, e o seu campo de opções em aberto. Isto não quer dizer que o jovem não tenha relacionamentos mais intensos e duradouros, mas sim que esta não é a única forma relacional possível. Ademais, ao se pensar na duração de um relacionamento é preciso ter em vista que a noção de tempo hoje é diferente da de outrora. Na atualidade, nos grandes centros urbanos, há uma aceleração no ritmo de vida, na valorização do movimento e da velocidade que tem impacto sobre o modo como as relações acontecem.
Com relação ao amor entre duas pessoas, ele é visto pelo jovem de uma maneira mais contextual e pragmática, isto é, ele diz respeito a condições de vida concretas e específicas de cada um dos parceiros. No momento em que estas condições acabam, o amor acaba ou se transforma. Quanto ao casamento, ele continua fazendo parte dos projetos de muitos jovens, porém o casamento não é a única dimensão da vida valorizada por homens e mulheres. Paralelamente ao desejo de vir a se casar, os jovens esperam querem concluir os seus estudos, ter uma carreira ascendente e uma vida profissional de sucesso.

Saudações pós-modernas à todos

terça-feira, 26 de maio de 2009

Por Que Tiraram a Venda?

Infância inesquecível eu tive, arrodeado de primos, de brincadeiras, aventuras, paixões platônicas, alegrias, futebol, namoricos, escolas, amigos que ficaram e outros que deixaram lembrança. Tive na minha infância alegria suficiente ao ponto de transbordar. Cheguei aos meus 17 anos e uma pessoa certa vez me perguntou: Cara, qual é o teu problema? Tu não esquenta com nada, não se preocupa com nada, sempre está alegre, parece que sempre está em 220w. Essa pergunta até hoje se passa pela minha cabeça é um inigma que não consigo decifrar em sua totalidade.

Acredito que a juventude é um pilar importante para construirmos nossa vida adulta, faço dela uma analogia com a brincadeira do cabra-cega, você tapa os olhos e com sorrisos nos lábios procura as pessoas que estão ao seu redor somente pelo tato. Você convive com aquela venda nos seus olhos e se diverte muito com a brincadeira, nesse momento quando seus olhos estão fechados, não sobressai pensamentos de angústias, medos ou preocupações, surge somente a vontade de continuar brincando, sorrindo e vivendo aquele momento alegre.

Cabra-Cega

À volta de incerto fogo
Brincaram as minhas mãos.
... E foi a vida o seu jogo!

Julguei possuir estrelas
Só por vê-las.
Ai! Como estrelas andaram
Misteriosas e distantes
As almas que me encantaram
Por instantes!

Em ritmo discreto, brando,
Fui brincando, fui brincando
Com o amor, com a vaidade...

— E a que sentimentos vãos
Fiquei devendo talvez
A minha felicidade!

Pedro Homem de Mello in "Jardins Suspensos"

Quando é tirado a venda tudo se transforma, os olhos que no anoitecer encontravam o repouso, se deparam com a tortura de não conseguir fechá-los. Fechados, algo impele a uma busca na alma e essa busca é tão nociva que o jeito é abri-los, abrindo-os, novamente a dor da realidade faz eles sangrarem e nesse vai-e-vem de abre e fecha vai-se a própria alma. Olhos incadescentes, flamejantes, solitários, misteriosos, dolorosos, mentirosos, quantas facetas da alma ele pode fornecer.

Você vive uma realidade criada por você mesmo, vai delimitando e adquirindo experiência com o passar do tempo, mudanças vão ocorrendo e você não consegue voltar para a brincadeira de antes, tiram sem pedir a venda surreal dos seus olhos deixando-os visualizar assustadoramente uma nova realidade, que você não consegue se reconhecer e conviver com ela. Lembro-me de tudo tão certo, tão previsível, tão real, tão objetivo. Ir pra escola de manhã, jogar bola a tarde ou brincar de outra coisa, assistir TV durante a noite, dormir e repetir o processo. Era rotineiro, mas sempre tinha algo especial, algo novo, algo valoroso, que os olhos daquela época não se davam contam, mas que hoje notam muito bem, rememorando as lembranças do passado. Não quero ser nostálgico, mas alguém poderia colocar a venda novamente nos meus olhos e dizer que voltei para a brincadeira? Seria tão complicado assim?!

Quem sabe se conseguir colocar de novo a venda, consiga transformar o que vejo e o que sinto em coisas boas. Andarei pelo bosque e parafraseando Tosltoi não verei apenas lenha e sim belas árvores, repleta de pássaros coloridos e com sons maravilhosos, quem sabe ouça melhor as pessoas e aprenda mais com elas, posso conseguir também sentir melhor o aroma das coisas, quem sabe o que achava amargo antes se torne doce como o mel, poderia até dizer que o fedia poderia se transformar em um belo perfume, talvez consiga sentir a leveza do vento em meu rosto, consiga extrair alegrias puras, singelas, simples, porém extramamente ricas. É possível olhar a vida com outros olhos? É possível ver a beleza de um raio sofrendo uma terrível tempestade? Dar de transportar a racionalidade exarcebada para uma leveza de uma boa anedota?


Saudações Visuais à todos

sábado, 23 de maio de 2009

Esperança Sem Bengalas

Que todos nós passamos por momentos difícies é inegável, a vida é uma caminho tortuoso e sinuoso cheio de dificuldades e situações adversas, às vezes somos superpreendidos pela morte de um ente querido, da perca de um grande amor, de uma grande amizade ou às vezes somos tomados por uma dor que nem nós sabemos da onde vem, ela surge sorrateiramente como um vírus que você não consegue identificar, só consegue saber que existe uma dor, mas não sabe onde encontra-se essa dor...

Esses dias ouvi uma frase que sucinta bastante o que estou falando. O que seria uma boa saúde mental? Segundo as definição em um congresso de psicologia "É saber responder com coerência as adversidades da vida." Será que estamos sendo coerente com as adversidades que estão sendo apresentadas em nosso teatro da vida? Muitos tem respostas fáceis, está sentindo um vazio? Olhe para o céu e peça a divindade superior e Ele resolverá todos os seus problemas. Deus é a solução! Mas me pergunto, como seria Ele a solução se o que eles dizem é que Ele é o criador de tudo, se Ele é o criador de tudo, foi Ele que criou essa situação, se Ele quem criou, porque deveria eu pedir para que Ele a transformasse? Muitos dirão, mas Deus escreve certo por linhas tortas - Resposta de cristãos quando não se encontra resposta objetivas para algumas indagações - Se ele sabe tudo do início ao fim, não preciso pedir nada porque segundo os Cristão tudo já tá escrito é o chamado Alpha e Ômega - O Princípio e o Fim.

Na verdade acredito em algo superior, algo que está bem próximo de nós e muitas vezes não conseguimos enxergar, algo que virou interesse recíproco e não consegue encontrar raízes e nem pronfudidade para que seja confiável. A Amizade! Abaixo finalizando deixo esse poema de uma amizade que eu necessito, de algo que para mim é uma solução maior do que uma bengala espiritual que nunca vi e que o bom senso não me permite acreditar. Uma coisa tenho certeza, um dia irei olhar para trás e rir de tudo isso.

PRECISO DE ALGUÉM

“Preciso de alguém que me olhe nos olhos quando falo. Que ouça as minhas tristezas e neuroses com paciência. E, ainda que não compreenda, respeite os meus sentimentos. Preciso de alguém, que venha brigar ao meu lado sem precisar ser convocado; alguém Amigo o suficiente para dizer-me as verdades que não quero ouvir, mesmo sabendo que posso odiá-lo por isso.
Nesse mundo de céticos, preciso de alguém que creia, nessa coisa misteriosa, desacreditada, quase impossível: A Amizade. Que teime em ser leal, simples e justo, que não vá embora se algum dia eu perder o meu ouro e não for mais a sensação da festa. Preciso de um Amigo que receba com gratidão o meu auxílio, a minha mão estendida. Mesmo que isto seja muito pouco para suas necessidades.
Preciso de um Amigo que também seja companheiro, nas farras e pescarias, nas guerras e alegrias, e que no meio da tempestade, grite em coro comigo: 'Nós ainda vamos rir muito disso tudo', e ria muito. Não pude escolher aqueles que me trouxeram ao mundo, mas posso escolher meu Amigo. E nessa busca empenho a minha própria alma, pois com uma Amizade Verdadeira, a vida se torna mais simples, mais rica e mais bela. ”
Cris Passinato.
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Para concluir vos deixo esse belo vídeo que confronta essa bengala espiritual que todos insistem em me oferecer.




Saudações Transcendentes à todos.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Minha Maiêutica Filosófica

Nesse relato contarei um pouco das raízes epistemológicas abstraídas durante minha busca alquimista pelo saber.

Quando ainda tinha 14 anos fiquei encantado pelos livros através da boa escrita de Artur Conan Doyle, com seu emblemático personagem, Sherlock Holmes e seu ajudante Wattson, desde daí passei a ler as aventuras, os mistérios e o suspense dessa leitura, passando assim a mergulhar em um oceano de imaginação e ação criadora dentro de mim, fui lendo outros livros similares que não me recordo no momento, seguido pela bíblia que lia diaramente no meu período cristão aos 15 anos. Ler a bíblia, despertou em mim o interesse pelo dicionário, devido sua linguagem rebuscada, começou assim uma relação amorosa entre mim e os verbetes desconhecidos, que contribuíram demasiadamente para minha linguagem.

Logo que saí da igreja, os livros que outrora eram proibidos, começaram a ser devorados de forma desesperadora. Conheci a literatura russa, em especial Dostoiévski que até hoje é meu escritor preferido, divagando por literatura alemã, francesa, inglesa e colombiana. Me dedicava nessa época ao teatro, que fiz por 3 anos no colégio Armando Nogueira através do sublime mestre Assis.


Em junho de 2006, ano em que estava concluindo meu ensino médio, algo novo surgiu no colégio, nos murais anúncios de uma oficina de filosofia denominada Prazer e Filosofia, ministrada pelo então desconhecido Marcos Afonso, que só conhecia através da política em suas campanhas eleitorais. Essa seria a primeira turma da Usina de Arte João Donato. Fiquei empolgado com anúncio até ver que o processo de seleção seria apenas para os alunos de 1º e 2º ano, eu que fazia o 3º já estava de fora. Decepção, que logo seria superada por uma imensa alegria. Meu professor de teatro citado acima, que já conhecia o Marcos me indicou para participar da oficina mesmo sendo do terceiro ano. Com uma boa recepção do Marcos fui selecionado e fui o único participante do 3º ano dessa oficina, que mudaria de forma gloriosa e engrandecedora meus conceitos de cultura, arte, filosofia e cinema.

Nessa oficina que teve uma duração de 3 semanas, sendo realizada de segunda à sexta na Usina de Arte João Donato, já no primeiro dia fomos supreendidos por um professor entusiasmado e simpático falando Carpe Diem para todo mundo, entrei inquieto dentro do auditório me perguntando o que seria Carpe Diem, logo depois conseguiríamos entender o seu significado assistindo pela primeira vez o indescritível filme Sociedade dos Poetas Mortos, foi com a inspiração desse filme que começamos a desenvolver nossa sensibilização a filosofia, através de outros filmes renomados e ricos filosóficamente, ouvindo músicas brasileiras, Bossa Nova, MPB, Rock, conhecendo músicas latinas, indianas, chinesas, cubanas, americanas e por incrível que pareça até cantos gregorianos. Nessas três semanas cada dia era um universo novo de conhecimento da arte, posso até afirmar que era uma submersão nas profundezas do conhecimento filosófico, que anteriormente nunca se passava pela cabeça dos participantes daquela oficina, que existiria.

Nos sentíamos vibrantes com tanto aprendizado, fomos a Xapuri, visitamos museus, vimos pinturas de artístitas plásticos famosos e etc. Vejo totalmente impossível descrever os detalhes dessa oficina. O término dela chegava, estava exultando com o que tinha aprendido e triste por saber que já ia finalizar. Mas antes de ela encerrar, recebi um pedido ultra-dimensional, organizar sem a ajuda do Marcos um encerramento da oficina com uma apresentação cultural no teatro da Usina de Artes. Iria ter que dirigir e ser o arauto dessa apresentação, que mobilizaria, o diretor, professores e coordenadores da escola Armando Nogueira, além da direção da Usina de Artes, familiares, convidados em geral para assisti-la...


Era uma aventura grandiosa que não posso deixar de descrever, nessa oficina que continha 40 alunos do primeiro e segundo ano, que foram selecionados através de uma seleção com 30 perguntas feita pelo Marcos Afonso para 400 alunos inscritos do colégio. Desses selecionados, tínhamos cantores, músicos, poetas, dancarinos, atores, ou seja, uma gama de pessoas extramamente capazes e habilidosas em suas artes, o objetivo era reunir todas essas artes em uma única apresentação, que teria que ficar pronta em apenas 3 dias... Oo... 3 dias de correria, de idéias, de reuniões, de ensaios, de preparo, de opinões, de refutações. Estávamos quase para enlouquecer, mas por fim, obtivemos um excelente resultado com um encerramento inesquecível para todos que participaram dessa Oficina única.


Acabou a oficina, mas estávamos alimentados de sonhos, artes e um olhar filosófico sobre várias coisas, contínuamos nossas vidas, mas com uma leitura mais rica, com um outro olhar cinematográfico e um melhor desempenho escolar.

No ano de 2007 tive a oportunidade de conseguir realizar mais um sonho, trabalhar em uma Biblioteca, e a vaga oferecida era para récem inaugurada Biblioteca da Floresta Marina Silva, participei junto com 100 pessoas de mais um processo seletivo que selecionaria apenas 30 estagiários. Depois de um rigoroso processo de seletivo, fui selecionado. Quando entrei na Biblioteca, conheci algo que era bem diferente do que pensava, comecei a gerar uma visão nova sobre tudo. Enfim, fui ecolhido entre os 30 para ser um dos guias da primeira exposição da Biblioteca da Floresta, chamada Nossa Terra, foram vários treinamentos com doutores de biologia explicando a formação da terra e o movimento das placas tectônicas, palestras do próprio Alceu Ranzi sobre os geoglifos e outros palestrantes de arqueologia que explicaria a Megafauna existente aqui no Acre a mais de 8 milhões de anos atrás.


Tudo isso parece muito, até eu ter a surpresa de ver novamente o Marcos Afonso na Biblioteca, mais surpreso fiquei quando soube que ele não estava apenas visitando, mais conhecendo o seu novo local de trabalho, foi uma grande alegria, alguns meses se passaram, e uma proposta irrecusável foi oferecida gentilmente pelo Marcos, ele convidou eu e a minha melhor amiga que trabalhava na Biblioteca para ser o nosso tutor filosófico. Nesse acompanhamento, todos os dias recebíamos em nossos e-mails uma indagação filosófica que teríamos que refletir durante todo o dia, recebíamos filmes para assistir e livros para ler. Depois de 8 questões filosóficas fazíamos um encontro para discutir o que aprendemos. Colocarei as três primeiras questões que recebemos uma pequena amostra do conteúdo desses e-mails.

1ª - Os homens já amanheceram de seus sonhos? Ou ainda estão prisioneiros na Caverna de Platão? Ou ainda sonâmbulos no Édem? Ou ainda anestesiados, em expansão entorpecida na sua longa Viajem através do Cosmos?

2ª - Você está acordado ou o dia está sendo o prolongamento do seu sonho?

3ª -Desde quando o homem tomou consciência de que possuía consciência, consciência em si, e essa foi a maior iluminação da história do pensamento, ele maravilhou-se com o externo e a interação de seu self com ele . Em que instante isso se deu? Que lampejo de luz ele experimentou? Ou foi algo natural, como atestar que além dos dedos das mãos haveria o décimo primeiro imaginário? (o que já seria uma hipótese fascinante!), ou mesmo ele não tenha percebido que estava tomando consciência de si?
Essas são questões que lançamos ao horizonte, e o máximo que vemos é uma tênue névoa embranquecida.
Mas é delicioso perguntarmo-nos.

A partir de então, o homem passou a trabalhar racionalmente em suas quatro dimensões: a altura, a largura, o comprimento e o tempo. E deu início a toda uma construção de pensamento nesta base.

A Terceira Questão Filosófica é:

- Quando o homem tomou consciência do seu mundo ele criou uma nova dimensão? Adentrou em um Universo Paralelo?

É ou não é extramamente profundo a riqueza dessas indagações? Essa são apenas as três primeiras e editadas porque são de conteúdo pessoal.

Logo depois, dois técnicos da Biblioteca começaram a participar desse mesmo processo. Um mês depois a Biblioteca realizava com todos os seus funcionários uma Oficina chamada Nosso Tempo e Nosso Espaço com o Marcos Afonso. Quando terminou a oficina novamente uma pergunta nos foi feita, e agora?

Assim, surgiu a primeira Sociedade de Philosophia do Acre no dia 10 de maio de 2008.

Os 24 primeiros filósofos da Sociedade Philosophia

Até hoje é uma alegria imensurável pra todos que participam dessa Sociedade, onde todas reuniões aprendemos sobre filosofia e arte baseando-se no livro Mundo de Sofia, que faz uma ordem cronológica do grandes pensadores da humanidade. Tenho uma imensa honra de ser um dos moderadores de apoio dela. Dia 10 de maio de 2009 comemoramos um ano de Sociedade e preparei um vídeo retrospectivo referente ao que foi realizado nesse período de reuniões filosóficas que acontecem de 15 em 15 aos sábados no auditório da Biblioteca da Floresta sempre às 16 horas. Assistam o vídeo que eu preparei para essa data especial de 1 ano da Sociedade:

video

Se você chegou até aqui, conheceu um pouco de minha história e minhas aventuras, espero que a estrada que percorro e a encenação do teatro da vida continue me dando presentes maravilhosos e enriquecedores como esses citados acima.

Uma coisa eu tenho certeza, apesar de todas as dificuldades e pedras no caminho, apenas duas setas direcionam minha vida, a que aponta para frente e para o alto.

Abraços Filosóficos a Todos.

domingo, 19 de abril de 2009

Devaneios Tolos

Mais uma vez chega a insônia e a madrugada inspiradora, que me faz ter uma demasiada criatividade e faz borbulhar meus pensamentos. Dessa vez emerge de mim, textos, frases, imagens e vídeos que por si só falarão de sentimentos. Não espere agora textos melancólicos, nem espere um texto agradável à sua leitura, escrevo apenas para mim e para quem precisa ouvir essas palavras.


Há coisas que são tão inexplicáveis como as perguntas existenciais da vida, mais do que isso, elas são mais duais e confusas, do que qualquer resposta que você queira ter. Há coisas que queimam como uma chama incensante e incontrolável, amordaçando meus sentidos e destruindo meu orgulho. Essa poderosa ferramente do ser vivo que gosto de chamar de mente, me dar poderes imagináveis, assim como me faz às vezes perder o controle, tento comandá-la, dizer: NÃO QUERO ISSO! mas infelizmente ela é irmã dos sentimentos e por mais que eu tente tirar da cabeça o que tá no coração, minha mente me impele, com lembranças, angústias e saudades, sempre fazendo pensar em você. Por que tudo tem que se tornar difícil para se tornar o melhor? Talvez a dificuldade do percusso, esteja na essência dos grandes sabores, mas também essa dificuldade de conseguir seja o treinamento necessário para o aprendizado dos sonhos.


Tudo é como se fosse uma bola de neve que por mais que queira fugir, que tente me esconder, me calar, me ausentar, as forças de qualquer lugar que sejam me levam de volta à você. Algo especial brota do seu olhar, magnífico das suas palavras e como uma incensante dor boa de sentimentos, consegue controlar minhas emoções... você os sugas, você sabe como desestabilizá-lo, às vezes acho que você gosta disso, que você me quer aos seus pés, MAS SERÁ MESMO QUE VOCÊ CONSEGUE? Ou será que o sonho de ser uma borboleta ou de um homem estar entre a gente, será isso apenas um sonho maluco, onde acordamos e não sabemos o sentido e o significado dele? O zodíaco confundiu as ordens das estrelas e disse que vou tê-la, a razão diz que nunca vou tê-la, a sorte do orkut diz que você virá para mim hoje, a madrugada diz que estava apenas sonhando e você não é real. O que é real nisso? Poderia ser surreal? Ou será que jamais será real?!

Minha espiritualidade materialista cética (Incoerência Crônica) me faz "crer" que existe uma onda de energia física-transcendental (existe isso) que me leva a você, como um buraco negro que atrai todas as energias que brotam a seu redor assim é você. É difícil acreditar que isto seja humano, ou real, minha razão epistemológica te evita e quer te apagar com um "Delete", mas o que é isso?! Meu computador criou um vírus que essa função é impossível. Vontade tenho é de quebrá-lo e comprar outro, mas será que virá outro? ou OUTRA? Me diz o significado de você querer se tornar única para mim e ser de outro? Você gosta disso? ou faz por diversão? Sei que posso ser um palhaço, mas quem disse que palhaços não fazem truques? E quem disse que não posso esquecê-la? Você tem certeza que não? Eu apenas tenho certeza que não tenho certeza e que a certeza é tão confusa quanto ter certeza (entendeu?).

Revigora-se de júbilo por ter-me nas mãos, mas morra com seu ego por me fazer pensar em você, viva de júbilo por ainda escrever para você. Mas saiba com a convicção que a matemática fornece, NADA DURA PARA SEMPRE NEM MESMO A FRIA CHUVA DE NOVEMBRO (Axel Rose). Empolgue-se e aproveite seu momento de glória, enquanto a ferida não cicatriza, sorria minha destruição e reverencie essa escravidão, mas tome cuidado, um dia isso pode se inverter. Como o sol e o planeta Theia que no início de sua formação girava em torno da mesma órbita, e um dia se colidiram assim fomos nós, nessa colisão o planeta Theia foi totalmente despedaçado e partes do centro do sol foram arrancados, mas a força gravitacional da terra (que é você) fez esses pedaços se unirem com tempo, pedras incandescentes com pedras incandescentes se juntaram em tamanha precisão até formar o que chamamos de lua (eu), o que poucos sabe é que a cada ano a lua se distancia mais do sol (e assim acho necessário com você). Sua força gravitacional, sentimental, física, metafísica, transcendental, o diabo que você quiser entender que seja, me distancia de você e acho que isso se faz necessário.



Idéias confusas? Incoerências? Acredite que seja isso, mas junte tudo e verá a "verdade" ou a ilusão. Tudo parte do princípio MORIAS, não vou explicar o que significa. Nem vou explicar porque escrevi isso, assim como aqueles que esconde m seus medos através de mentiras e fugas, explico minhas causas com essas incoerências. Mas sei que você sabe o que escrevo, sei que isso será apenas um alimento do seu ego, mas saiba, fiz não para tê-la para mim, mas para saber que nem sempre vai me ter. Mas confessando o que seria ser inconfessável, nada é tão bom para mim quanto você. Assim como a lua recebe o brilho do sol. Você me faz ter o brilho da noite quando durmo e me faz ter a escuridão quando acordo. Enfim você é um mistério que a ciência e o amor não pode explicar.



Abaixo essa poesia de Pablo Neruda


quinta-feira, 26 de março de 2009

O Menino e o Sábio



Em uma civilização chamada Senegoid um garoto chamado Sotam de apenas 15 anos resolve fugir de casa e subir as montanhas do povoado em que vivia, depois de acordar completamente ensopado de suor e em delírios, por um sonho que se perpetuou durante todo o seu sono e que o fez pela primeira vez em sua vida criar a capacidade de ultrapassar seus limites e buscar algo além, que o costume social desse povoado lhe oferecia. Ele resolveu escalar uma velha montanha, pois no seu sonho surreal, mostrava que se ele chegasse ao topo da montanha e esperasse o tempo que fosse necessário, uma luz brilhante viria do céu como uma estrela cadente e caiaria sobre ele, isso acontecendo ele conseguiria toda a sabedoria do mundo. Nessa peregrinação rumo a montanha, esse intrépido jovem, sofre todas as mazelas possíveis, fome, chuva, frio, medo, dores musculares, mas mesmo com todas essas barreiras seu objetivo era mais forte do que qualquer empecilho.

Quanto mais ele caminhava e subia, mais distante e sombrio ficava o cume dessa montanha. Depois de alguns dias de peregrinação e horas de sofrimento, de longe ele avistou uma pequena cabana, muito próxima a um desfiladeiro. Ele com sua fome quase destrutiva, resolveu bater na porta da cabana que se encontrava fechada. Bateu uma, bateu duas, bateu várias vezes e nenhuma resposta se ouvia. Por um momento ele escutou um barulho, isso tirou suas dúvidas de que aquela cabana estava inabitada, mais uma vez ele bateu e gritou e nenhuma resposta.


Então por um momento ele pronuncia algumas palavras sem esperanças.
- Estou apenas querendo subir o cume da montanha pra tentar encontrar uma determinada sabedoria que um sonho me mostrou.

Nesse momento ele escutou passos em direção a porta e o barulho da fechadura. Neste ínterim o garoto ficou totalmente inaudito observando apenas a expressão daquele homem com seus 70 anos totalmente estanho e sorumbático. Essa imagem causou-lhe um medo da cabeça aos pés e para completar aquele silêncio recíproco interminável lhe deixava amedrontado e aquele olhar penetrante do velho lhe fazia crer que ele tinha decifrado toda a sua alma. Com voz suave e rouca o velho o convida a entrar, ele ainda calado adentra a cabana.
O velho diz que vai preparar um chá e fala para o garoto sentar na poltrona rasgada e suja que se encontrava no meio da sala.


Logo depois entregou o chá e começou a indagá-lo.
- Quem te falou sobre mim? Com tom irritado perguntou o velho.

Meio que gaguejando respondeu Sotam

- Ninguém nunca me falou do senhor, eu apenas subi a montanha em busca do sonho que tive ontem.

- Você quer que eu acredite que apenas um sonho faria um garoto da sua idade ter coragem de subir essa montanha?
- Eu não quero que acredite, quero apenas que me alimente um pouco, pois estou faminto e quero que me diga como faço para chegar até o topo.
- E o que você vai fazer lá?
- Esperar a luz que vi no meus sonho descer até mim, para que eu possa adquirir sabedoria.
- E se essa luz não vier?
- Ela vai vir. O velho em tom irônico pergunta
- Você sabe ler? - prontamente e envergonhado ele respondeu: Não!
- Como você vai querer ter sabedoria sem aprender a ler? O garoto ficou pensativo com tom melancólico e engolindo o choro respondeu
- Tenho que ir se não posso me atrasar e perder a luz.

O jovem saiu em disparada da cabana, triste e reflexivo com aquelas palavras daquele velho. Caminhou mais alguns dias, até finalmente chegar ao cume da montanha. Chegando lá se acomodou e ficou na espera da sagrada luz que ele visualizou no seu sonho. Passou dias sem comer e beber apenas olhando o céu. viu várias estrelas cadentes, mas nenhuma que chegava até ele. Depois de 4 dias de espera, o velho da cabana aparece e senta do lado do jovem.


- Como eu falei essa luz não veio não é? disse o velho
- É acho que você tem razão, acho que tudo foi apenas um sonho.

- Agora que você fez todo o processo necessário, pode ouvir o que tenho para lhe dizer, peço que escute com atenção minhas humildes reflexões. Não se consegue sabedoria, milagres, dinheiro ou qualquer coisa que caia do céu. O céu é apenas a paisagem que nos faz crer que somos ínfimos e parte de um todo no universo, sendo assim as verdades e as sabedorias não são pronunciadas de lá como se alguém lá em cima estivesse falando, mas elas são angariadas com nossas experiências, observações e principalmente instigações. Você não viu a luz da sabedoria porque você quis que seus olhos vissem e não que seu coração sentisse, pois essa sabedoria é intrínseca, no momento que você enfrentava as adversidades para chegar aqui era o momento crucial do seu aprendizado, o fato de você não desistir lhe trouxe firmeza e serenidade e sua coragem enfrentar a solidão em busca da luz que seus olhos queriam ver, fez com que você vencesse seus medos, conhecesse a si mesmo e lhe trouxe a independência necessária para você não depender de ninguém pra ser feliz. Siga seu caminho, observe as pessoas, veja os erros que elas cometem e tente não cometê-los também,e use sua sabedoria sempre como proteção pra guardar seus sonhos.

Sotam depois de ouvir a voz sábia do velho da montanha ficou extasiado e extremamente feliz por saber que sua aventura tinha lhe proporcionado uma grande lição que ele ia guardar para toda vida.


Saudações Montanhosas
à todos

terça-feira, 17 de março de 2009

Introspecção

" Não é que tenha perdido a cabeça, só não lembro onde a deixei"


Além de não saber onde deixei minha cabeça, não sei também onde coloquei minhas emoções, o brilho dos meus olhos, enfim parece-me que me tornei um ser pensante-vegetativo simultaneamente, tudo é superficial, sem raízes alguma com nada. É como se o sabor das coisas tivesse sumido, a alegria nunca conseguir ultrapassar as fronteiras de uma pequena efemeridade e o sorriso ser apenas um disfarce dos lábios, que ajuda a conter as lágrimas que os olhos insistem em querer derramar.


Pragmatismo é uma companheira fiel dos medos existenciais que me cerca. A Vida descolorida, desbotada, as perspectivas falhas, as utopias amordaçadas, a capacidade de criar sufocada por uma angústia sem fim, a ansiedade aterrorizante, a solidão que persegue até quando estou acompanhado de uma multidão. O passado nostálgico com o ônus de um dia ter sido feliz, um rastro de remotas lembranças de tempos coloridos e belos. A dor sufocante de não saber qual o motivo da dor e não saber em que local dói é tão terrível quanto uma dor física insuportável.


A letargia me acompanha como se nada tivesse acontecido, como se tudo fosse apenas surreal, e o que é real causa cautela e espanto, pelo medo dilacerante de querer arriscar. Tornei como um cristal muito frágil que precisa ser coberto com barreiras para protegê-lo, tais como: maquiavelismo e pradonizações de normalidade executadas por um aparelho cerebral altamente organizado em um demasiado pragmatismo repleto de inanição cíclica.



O aprendizado extraído disso tudo é único, o conhecimento endógeno se torna palpável, as descobertas que foram retiradas dos lugares mais recônditos e inóspitos do meu âmago, me faz ter um conhecimento muito grande sobre a construção do que eu sou, do que fui e do que eu possivelmente possa ser. Essa introspecção traz o reconhecimento dos erros, das dificuldades, dos pontos frágeis, traz à tona a sujeira que é minha existência. Traz consigo descobertas como a falta de flexibilidade e leveza nas coisas tornando o mundo muito sério e perigoso. Isso tudo é como um vírus invisível que penetra sorrateiramente no organismo destruindo aos poucos todas as minhas forças, impregnado de medos constantes, limitando minha capacidade, deixando-me vulnerável e principalmente SOLITÁRIO.




"Saudações solitárias e sorumbáticas à todos"

segunda-feira, 2 de março de 2009

Redoma do Eu

No momento em que perdemos todas as nossas forças, quando não encontramos mais nossos portos seguro, no momento onde a bengala que nos sustenta se perde, quando as cores perdem seu brilho tornando-se tudo em preto e branco e a alegria se torna sempre efêmera, sempre dando lugar a uma melancolia interminável. É aí que realmente refletimos e percebemos todas as besteiras que fizemos, todos os erros que cometemos e todas as preciosidades que deixamos escapar das nossas mãos como um pássaro que começa ser sufocado e decide voar.

Assistam o vídeo realmente é lindo!

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Conto do Tolo

A exatos 107 horas, 37 minutos e alguns segundos, um tolo que não disse seu nome por pura tolice, resolve me contar uma história... Poderia ter escrito ela ontem, mas o Tolo disse que não gostava do passado, pois ele odeia nostalgia. Pedi pra escrever amanhã, mas ele disse que não gosta do futuro, pois ele é imprevisível e ele gosta de não correr risco com prognósticos que sempre são surreais e remontam várias desconfianças. Perguntei se podia escrever hoje ele falou que aprecia muito o presente, pois ele nunca é presente, nunca é futuro, e nunca é passado são apenas flash de pensamentos que surgem de momento e se eternizam se forem contados ou escritos para que o passado seja rememorado e o futuro o tenha.
Seu Tolo passou esse tempo todo pra vir me contar uma experiência, que ele teve em 107 horas, 37 minutos e alguns segundos. Nesse período ele vivenciou alegrias, loucuras, sensações de bem-estar, conforto, falta de medo, conseguiu curar sua insônia sem a utilização de remédios e conseguia ter as 106 horas e 41 minutos e vários segundos a vontade de contar o que sua tolice levou ele a pensar, nisso ele começou a me contar suas histórias cheias de redundâncias e rodeios, quase não compreendia nada do que ele falava, mas ele mesmo assim tentava me contar... Diz ele que toda sua reflexão começou em uma caminhada pela madrugada do seu bairro, com ouvidos aguçados, com a percepção acelerada, com pensamentos borbulhantes e uma chuva que lhe trazia frio e lhe trazia a companhia no meio da solidão dos seus pensamentos.


Depois de todos esse rodeios, ele começou a falar de algumas experiências que esses 107 minutos e agora 40 minutos lhe forneceram... Dentre elas conta ele que pulou de um barco cheio de homossexuais, caiu dentro de um rio repleto de sujeira, subiu em um barranco completo de lama, ajudou uma moça a subi-lo, foi atrás de outra diversão, encontrou outras pessoas, que no dia se encontravam novamente, no outro dia também, até chegar ao fatídico dia aqui contado. Alguns minutos antes às 106 horas e 41 minutos. Tolo afirmava em seu conto tolo que teve um abraço que o desmontou da cabeça aos pés, abraço esse tão surreal que a moça que o abraçou ainda se encontrava em sonolência profunda incapaz de sentir o mesmo. Mas ele disse que mesmo assim era importante falar esse detalhe.

Sua história se prolonga com várias outras histórias, mescladas de profundidade e várias outras análises que esse Tolo faz questão de contar, mas que a força do tempo que o carrega o deixa inebriado, fazendo ele se estender por rodeios e analogias bobas, pra tentar chegar a especificação de uma história totalmente irrelevante pra quem ler, mas que o Tolo considerava muito importante pra ser contada, sofrendo a pressão da curiosidade que o cercava. O Tolo disse que queria muito contá-la, mas disse-me que o medo o atormentava de forma tão brutal que até o seu medo se esvaía ao ponto de querer me contar. A incoerência do tolo me causava náuseas e me fazia perder a paciência. Mas tive pena do coração desse pobre Tolo amargurado por coisas que ele não quis me contar, pois seu passado era uma lembrança que ele não queria revivê-lo e seu futuro era algo que ele não queria esperar [de novo a redundância].

Ele quis prolongar a conversa, me irritei, e fui grosso ao ponto de querer parar, mas ele me prometeu que iria me contar o que ele realmente pretendia... Ele disse que saberia que alguém mais Tolo que ele estaria lendo isso... No momento deu vontade de espancá-lo na verdade o bati até deixá-lo inconsciente de tamanha raiva que ele me deu, de tê-lo dado tanta atenção, sido generoso e sofrer tamanha enganação de apenas um Tolo idiota...
Mas a exatos 107 horas e 58 minutos [Quase 108 horas] ele acordava em delírios contando nos dedos palavras e números que me deixaram louco e tolo ao mesmo tempo.
Enfim ele conseguiu de forma quase inaudível balbuciar essas palavras:
- Junte as palavras pra encontrar o código secreto que vai dizer o que quero falar.
Abaixo o código:
20º palavra 6ª letra, junta com a 22ª palavra 1ª letra [espaço] 21ª palavra, 1ª e 2ª letra juntas [espaço] 14ª palavra 1ª letra, junta com a 7ª palavra, junta com a 14ª palavra 2ª letra, junta com 2ª palavra 2ª e 3ª letra [espaço] 11ª palavra toda!

Depois disso Tolo novamente desmaia e volta aos seus sonhos me deixando encabulado e sem TEMPO pra explicar como faz pra chegar ao código!
Peço desculpas aos leitores deste abominável conto, mas tive um momento altruísta em minha arrogância e prepotência, para chegar a ajudar um Tolo idiota que me fez perder todo esse tempo e o seu!

Saudações Tolas a todos os Tolos da vida!

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Carnaval Por Uma Ótica Filosófica

"O Carnaval é um período de festas regidas pelo ano lunar no Cristianismo da Idade Média. O período do Carnaval era marcado pelo "adeus à carne" ou "carne vale" dando origem ao termo "Carnaval". Durante o período do Carnaval havia uma grande concentração de festejos populares. Cada cidade brincava a seu modo, de acordo com seus costumes"



Como vemos o Carnaval vem de um tradição cristã da Idade Média, com todo um aparato religioso instituído pela igreja. Essa tradição ultrapassou as barreiras do tempo e chegou aos dias de hoje.
Hoje temos várias derivações de fé, mas o carnaval permanece, não mas como uma tradição cristã e sim social. E é na questão social contemporânea que venho escrever minhas divagações.

Segundo Nietzsche só conseguiríamos ser Super-Homens, se conseguíssemos ultrapassar as barreiras morais estabelecidas pelo nosso meio social, fazendo com que os nossos instintos humanos venham ser liberados, e conseguindo fazer isso, conseguiríamos chegar ao tão sonhado super-homem.

Mas o que isso tem a ver com o Carnaval?
Atualmente nossa sociedade é regida por regras e aparatos sociais isso tudo para que os os nossos instintos sejam repelidos e controlados. Sofremos um vasto panóptico que sempre nos dar diretrizes do que podemos ou não fazer. Somos controlados por um sistema que nos coloca como objeto e não sujeito, além de nos formar marionetes de suas vontades.
Todo dia são formados enlatados de pessoas, cada um com suas embalagens e mentiras.

Essa mesma sociedade que encarceram nossas vontades, desejos e anseios é a mesma que seguindo uma tradição desde da Idade Média controlada pela igreja Cristã, abre uma exceção de alguns dias para que possamos viver nossos instintos, [mas claro supervisionado pelo AIE (Aparelho Ideológico do Estado) dessa sociedade] Nesse dias vivenciamos a alegria, a euforia, o excesso, a carnalidade e principalmente a vontade de ser livre, não se importando com as convenções sociais.


Acredito que a própria sociedade dar uma folga ao seus escravos, que durante um ano inteiro vive sobre seu regime hipócrita e doloso. Acredito que pensam da seguinte forma: vamos deixar nossas marionetes viveram alguns dias sem nossas cordas de controle, e depois voltamos e pegamos as rédeas e tudo volta como antes.

As igrejas gritam desesperadas contra essa festa, que contraria todos os seus valores morais e religiosos. Mas será que ela tem alguma moral pra falar de alguma coisa depois de tudo que fez? Será que elas tem algum respaldo pra falar de moral sendo que o próprio "Deus" bondoso delas, segundo a bíblia, mandou matar milhares de crianças e mulheres? [É só ler o antigo testamento] Abaixo uma foto e um vídeo interessantíssimo que vai falar da moral que a igreja e a bíblia dos bons valores seguiam e seguem. Tenho várias outras refutações, mas esse não é o assunto principal desta postagem, deixarei minhas críticas ao próximo post.


Acima uma das formas de brutais de morte utilizado na inquisição. Isso tudo foi baseado na moral da sociedade que não poderia ser denegrida, pois ofenderia o Deus bondoso que no antigo testamento mandava matar e agora manda adorar se não sofreremos o castigo eterno. uiii todo mundo que vai pro carnaval vai pro inferno. É mais fácil nós irmos pro céu que eles acreditam, do que esses fariseus hipócritas.

O mais importante é que o Carnaval é a festa da alegria, do riso, da dança, das mescla de culturas, do tom frenético, da capacidade de ultrapassar os limites e a percepção de conseguir extravasar os instintos, sem sofrer as conseqüências da moralidade que está sempre gritando o que podemos e devemos fazer. Viva o Carnaval, Viva a alegria, Viva os instintos, Viva essa oportunidade pequena porém profícua de nos libertar do cárcere que nos é colocado, e que morra a moralidade e a hipocrisia dessa sociedade ultrajante e enlouquecida.

Encontro todos vocês no carnaval com seus instintos a flor da pele, que durante 360 dias foram aprisionados !

Abraços Carnavalesco!

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Risos, Choros e Palhaços

"Somente quem conhece um sorriso à fundo sabe que nem todo palhaço é feliz"


Eu venho através deste post falar sobre minha fascinação por palhaços. Acredito muito que eles possuem algo muito especial, distinto e sublime, pois eles magistralmente conseguem trazer o riso à várias pessoas e concomitantemente a isso, segurar o choro que borbulha por dentro de si. Mesmo com suas dores e sofrimentos, fazem a alegrias de muitos, mas por incrível que pareça eles não conseguem dar um riso se quer, que não seja forçado por sua maquiagem. Creio que essa maquiagem tem uma magia especial, elas são capazes de transformar as marcas de dor de um rosto triste em uma aparência de alegria, alegria essa que parece esse interminável naquele imenso sorriso.

Vemos em um palhaço a ingenuidade, a simplicidade e a fraqueza de um ser, que apenas faz os outros sorrirem e se animarem. Já eu acredito que eles são simplesmente sagazes, maquiavélicos e muito espertos, além é claro de muito inteligentes. Eles possuem uma dualidade única, são dúbios em tudo. Conseguem ser o sorriso na máscara e a tristeza no coração, consegue enganar multidões sendo a pessoa mais engraçada e feliz do mundo.



Realmente ninguém acredita, mas acredito que possa existir a tristeza em um palhaço, acredito que eles vivem suas próprias realidades e criações e que fazer os outros sorrirem é o modo de não se perder no abismo do choro, fazer os outros se alegrarem é a forma que eles encontram pra não sumirem e entrarem no esgotamento da vida.

Nós vivemos isso diariamente sempre que buscamos fazer os amigos, as amigas sorrirem, mas será que isso não seria um subterfúgio e porque não um sub-reptício que usamos para aliviar nossas tristezas, que nós mesmo não vencemos sozinhos, sendo assim precisamos nos tornar palhaços.


Desde pequeno eles sempre nos encantaram e nunca deixamos de rir das suas brincadeiras que sempre nos fazia "chorar" de rir, suas calças coloridas, suas perucas, seu rosto pintado, seu nariz vermelho, sua inteligência sarcástica, sempre foi algo que ficou com uma imagem eternizante da alegria. PALHAÇO = FELICIDADE

Acaba o espetáculo e mais uma vez lá vai o palhaço fazer tudo novamente, a TV o coloca em filmes, em festas de criancinhas ou até mesmo em maravilhosos circos.

Será que poderíamos fazer uma analogia da vida de um palhaço com as nossas vidas?
Primeiro de tudo todo palhaço tem uma verdadeira face que não é a de um palhaço, ou seja, ele tem uma personalidade, um modo de ser e de pensar, mas pensemos, quantas pessoas não preferem ficar com a maquiagem porque assim terá uma aparência mais agradável pois assim serão mais aceito. É preferível pintar-se e usar algo que agrade a todos?

Já parou pra pensar que essa maquiagem nos cerca a todo a hora e a todo momento, quando temos que contar piadas ou mentiras para que assim, o público que nos cerca possa rir. Será que um dia conseguiremos tirar a maquiagem e sermos realmente quem somos independentes de risos ou choro. Seremos o tão sonhado Super-Homem de Nietzsch ou continuaremos sendo os Ordinários de Dostoiévski? Ou melhor, continuaremos sendo palhaços de uma vida de maquiagem e superficialidade, seguindo a lei do bom costume sendo sempre simpáticos, mesmo sabendo que há pessoas que merecem nosso total desprezo?

Teremos que fazer palhaçadas e fírulas para que o público que nos rodeiem gostem de nós? Temos que ser aquele cara legal, que conta uma boa piada, pra sermos considerado uma pessoa boa e agradável?

São perguntas embaraçosas, a única resposta que consigo encontrar é uma, pessoas mentem, pessoas usam máscaras, e pessoas não são confiáveis. A Bíblia já dizia "tolo é o homem que confia no homem".


Solução?


Acho que podemos continuar sendo um palhaço, se é pra usar máscaras que usemos máscaras, se é pra ser maquiavélico que sejamos maquiavélico, vamos seguir a onda que a correnteza do barco nos levar.

Hoje o mundo nos ensina a sermos palhaço desde criança.

A vida sempre quer nos fazer palhaçadas, o destino sempre quer rir da nossa cara, quer que sejamos o palhacinhos e marionete dele com suas leis básicas de bons costume.
O que tenho absoluta certeza, é que realmente tudo é uma palhaçada, minhas palavras são uma palhaçada, minhas idéias, meu blog, meu pensar, minha vida e o mundo. Se tudo é uma palhaçada que Comece o Espetáculo da Vida


Está com pena dele? Será que sua cara de pena não possui um pintura de palhaço, com peninha de uma pobre criança?

Os que mais amam são os mais egoístas - Dostoiévski.


Sentimentos de pena e caridade é algo que temos justamente pra alimentar nosso próprio egoísmo, para sentirmos que não somos vazio e que ajudamos alguém.


Uma dica: Continue sendo um palhaço que o circo da vida vai te receber bem.

Um conselho: Não tire sua maquiagem o mundo vai querer te banir, e você sofrerá todos os tormentos que alguém que não sorrir pode sofrer.



SONHOS DE UM PALHAÇO

video

Ps.: Conheça nesse álbum do meu orkut o INCRÍVEL CIRCO SURREAL FALIDO

http://www.orkut.com.br/Main#Album.aspx?uid=15870678113570768391&aid=1208810514

domingo, 18 de janeiro de 2009

Relâmpagos


Mais uma madrugada insone me assola e novas mensagens vão sendo produzidas no meu barco!

Tempestades continuando querendo destroçar meu barco... Só que felizmente a deusa Atena está do meu lado e vem nesses dias me dando algumas alegrias e vem trazendo paz e segurança ao meu cansaço diário na luta contra essas retaliações do mar da vida...

Esses dias tive uma das piores tempestades possíveis, os deuses contrários a minha navegação utilizaram toda sua força possível para me destruir... Com isso usaram tubarões tenebrosos, marés inefáveis, trovões amedrontadores e raios dos mais variados...

O barco quase não resiste, quase não tenho forças pra essa investida, quase me joguei ao mar para buscar o descanso e a calmaria do fundo do oceano, mas nessa nova tempestade, por um momento sofri um relâmpago fortíssimo que clareou os meus olhos e me fizeram ver ter uma visão da coisa mais linda que já vi nesses meus 20 anos de vida, por alguns segundos essa imagem me fez ter a esperança que não estarei mais só nesse barco, que a fechadura que impedia minhas intenções de isolamento se abriram e que minhas proteções sentimentais se destroçaram...

Essa nova visão de esperança e alegria fizeram eu ter um novo ânimo para querer continuar navegando, essa visão esperançosa e utópica foi como um alívio imediato, como uma insulina injetada em meu sangue, me fez ter a sensação que enfim uma vez na vida todas as proibições do meu ser para que eu possa navegar junto com alguém se destroçaram de forma benéfica e satisfatória. Senti uma energia muito forte me aquebrantando por dentro e me dando a certeza que se conseguir chegar a luz que esse relâmpago me mostrou, certamente conseguirei ter mais forças pra navegar e valentia suficiente pra vencer qualquer monstro marinho que aparecer pra derrubar meu barco...

Mesmo com essa visão inovadora que tenho me pergunto com medos e inseguranças... Será que conseguirei fazer com que essa imagem esperançosa chegue até o meu barco? Será que essa imagem não foi apenas uma ilusão de ótica? ou será (em uma visão otimista) que conseguirei conquistar essa nova visão e fazer com que ela se arrisque a navegar junto comigo?

Realmente é muito difícil ter alguma certeza! Pode ser que estive sonhando no momento que vi surgir essa imagem, pode ser que as mazelas que estão impregnadas em mim, tenham afetada meu bom senso e feito eu ter delírios de um alucinado. Pode ser que tenha gerado uma utopia quimérica do nível mais avançado... Mas quem sabe também Afrodite tenha se aliado com a deusa Atena e tenha realmente enviado essa ajuda mais que necessária ao meu barco quase destruído...
Agirei com cautela e paciência afinal de contas estou em uma luta injusta e desleal, tentarei agir com sabedoria e instinto, usarei vanguarda que precisar e a loucura que for necessária, mas buscarei conquistar e trazer essa belíssima utopia pra navegar comigo.

Sinto algo inexplicável e amedrontador, será que essa não é uma armadilha que os deuses me colocaram pra me destruir ainda mais? ou será que realmente é algo enviado pelas forças celestes com uma nova força pra recuperação do meu barco?

Será que finalmente conseguirei me ajoelhar aos pés de Eros?

As perguntas por mim feitas sempre ficarão sem resposta pra mim e pro mundo! Serão apenas incógnitas de um futuro imprevisível.

Usarei a frase de Saramago (Tenha calma, mas não perca tempo) pra tentar conquistar e chegar nessa visão ofuscada que esse relâmpago me proporcionou. Se foi delírio, sonho, utopia, quimera, enganação do mar, vertigem, loucura, isso só o futuro me dirá e por enquanto fico apenas com algumas conjecturas ínfimas.

Minhas investidas nessa visão serão regadas de bastante proteção e segurança, tentarei ser cauteloso e prudente, pois um presente desses seria uma sorte muito grande para alguém que ultimamente não sabe o que é isso.

Minha maior maluquice não se compara ao medo que essa visão me dar, mas ao mesmo tempo ela surge como uma solução pra todos os meus problemas...

Em breve saberei o que foi o que relâmpago me mostrou, se achar necessário contarei...

No mais estou indo embora... Entenda o que quiserem!


Saudações reluzentes a base de relâmpagos à todos!

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Só pra quem gosta de contos enigmáticos!

Gabriel García Marquéz

Algum tempo tive a imensa felicidade de conhecer esse excelente escritor colombiano ganhador do prêmio nobel de literatura em 1982 pelo um incomparável livro chamado Cem Anos de Solidão. Esse belo escritor foi responsável pelo novo estilo de literatura chamado Realismo Fantástico ou Realismo Mágico. Gosto de chamá-lo de escritor dos sentimentos humanos. Agraço meus navegantes com esse conto fantástico. Espero que gostem, deixo alguns fragmentos do conto e no fim o download completo dele, espero que leiam!

Abraços marítimos do barquinho da vida.


O Verão Feliz da Senhorita Forbes.

- Não é por isso - disse meu irmão. - É que tenho medo de ter medo...

... Foi como se tivesse atirado na mesa uma granada de guerra. A senhora
Forbes ficou pálida, seus lábios endureceram-se até que a fumaça da explosão
começou a se dissipar, e as lentes de seus óculos embaçaram-se de lágrimas.
Depois tirou os óculos, secou-os com o guardanapo, e antes de se levantar
colocou-o em cima da mesa com a amargura de uma capitulação sem glória.

- Façam o que quiserem - disse. - Eu não existo.
Trancou-se em seu quarto às sete. Mas antes da meia-noite, quando
supunha que já estávamos dormindo, a vimos passar com a camisola de colegial
levando para o dormitório meio bolo de chocolate e a garrafa com mais de
quatro dedos do vinho envenenado.
- Coitada da senhora Forbes - falei.
Meu irmão não respirava em paz.
- Coitados de nós, se ela não morrer esta noite - disse...

Este são fragmentos desse conto enigmático. Pra quem quiser apreciar a leitura completa desse conto de apenas 8 páginas, garanto que não se arrependerá. Ele traz mensagens obscuras e surreais de uma vida misteriosa e coagulante da Senhorita Forbes. Pra quem quiser se saciar com essa leitura basta baixar esse link do download abaixo.

http://www.4shared.com/file/17516230/3898dc17/Gabriel_Garcia_Marquez_-_O_Verao_Feliz_da_Senhora_Forbes_-_revisado.html?s=1

Estrela

Amigos navegantes!

As tempestades estão muito fortes e chuvas impedem que possa rabiscar novas palavras, enquanto isso, vou postando poesias, que a cobertura está cheio de buracos no meu barquinho e assim não permite que no momento ue escreva! Quando a chuva estiver mais serena, escreverei novamente.

Enquanto isso... claro poesias de Maiakovski (não sou muito ligado em poesia, mas esse poeta escreveu pra mim e em homenagem a ele publico quando posso suas lindas palavras)

ESTRELA



Escutai! Se as estrelas se acendem
será por que alguém precisa delas?

Por que alguém as quer lá em cima?
Será que alguém por elas clama,
por essas cuspidelas de pérolas?
Ei-lo aqui, pois, sufocado, ao meio-dia,
no coração dos turbilhões de poeira;
ei-lo, pois, que corre para o bom Deus,

temendo chegar atrasado,
e que lhe beija chorando
a mão fibrosa.
Implora! Precisa absolutamente
duma estrela lá no alto!
Jura! Que não poderia mais suportar

essa tortura de um céu sem estrelas!
Depois vai-se embora,
atormentado, mas bancando o gaiato
e diz a alguém que passa:
"Muito bem! Assim está melhor agora, não é?
Não tens mais medo, hein?"

Escutai, pois! Se as estrelas se acendem
é porque alguém precisa delas.
É porque, em verdade, é indispensável
que sobre todos os tetos, cada noite,
uma única estrela, pelo menos, se alumie.

Vladimir Maiakóvski

sábado, 10 de janeiro de 2009

"A Paixão é um Vício"

A antropóloga Helen Fisher da Universidade Rutgers, especialista em cérebros apaixonados, explica a semelhança entre se apaixonar e consumir drogas.

Leia essa interessante matéria feita por Marcela Buscato do site globo.com, e tente compreender os processos neurocerebrais de uma paixão. Vale a pena conferir "apaixonados".

Abraços marítimos!

Clique no link abaixo e veja a entrevista.

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI20963-15295,00-HELEN+FISHER+A+PAIXAO+E+UM+VICIO.html

Barquinho da Vida

Há muito tempo pensava em escrever em um blog, mas ao mesmo tempo lembrava que não gosto de escrever e sim de ler, mas como me aconselharam muito a expor um pouco das minhas idéias resolvi entrar nessa onda. Minhas idéias podem ser um pouco metódicas vcs podem dizer, um pouco obsoletas, porém são idéias e delas faço minha história e minha trajetória nebulosa.

Diria que tudo na minha vida começou com a aventura de dois jovens, um era um anjo e "deus", minha mãe e o outro era um crápula disfarçado de cordeiro. Essa aventura resultou na criação de um pequena criança que foi colocada em um cesta e foi jogada ao mar, no início ele [o mar] teve dó e complacência comigo, me trouxe, alegrias, abrigo, aconchego, se comportou como um bom menino. Ele me fez navegar sem olhar para os lados, ele deixou eu ficar cego apenas pela mediocridade do meu cotidiano e me impediu de fazer qualquer introspecção. Vida pacata, agitada, vida controlada pelo o "senhor" desse barco.

Engraçado o barco cada vez ficou maior e mais forte, o barco começou a fazer os questionamentos da vida, começou a querer buscar mais que apenas coisas simples e objetivas, ele foi fuçar as subjetividades e as conjecturas da vida, foi fazer testes e experimentos como um verdadeiro alquimista.

Foi através dos livros que me tornei um alquimista do saber. Procurei na literatura a verdadeira verdade da vida, as respostas para as perguntas mais complexas, procurei em minhas próprias introspecções saber por onde deveria navegar e por onde encontrar mares e ilhas onde fossem portos seguros para que meu barco não pudesse afundar.

Infelizmente, quando sentia que o meu barco era o que estava mais preparado para navegar e o mais seguro para se viver, onde na minha frente podia avistar belas paisagens, de ilhas lindas e oásis de sonhos, foi que meu barco sofreu uma terrível tempestades que o assolou e estar tentando afundá-lo.


Chegou o momento de eu tentar vencer essa terrível tempestade. Mas perguntas me vêem a mente. Como? como poderei vencer a força do universo e do destino? como tentarei vencer a própria vida e tentar, roubar denovo a vida que esse terrível universo tomou para si? como encontrar o caminho que me leva a navegações tranqüilas? Como? Como?

Essa é minha pergunta, como fazer o palhaço que vive nesse barco não desanimar e ter a esperança de não ver seu barco destroçado?


Como fazê-lo ter forças suficientes para vencer essa tempestade?

Será que posso enfrentá-la sozinho? Ou como os outros precisarei de uma vela metafísica-transcendental e passar a acreditar em algo que não conheço e ter fé em coisas não palpáveis/abstratas e administradas por homens tão vis quanto eu?

O que fazer o palhaço da vida? o palhaço da vida pergunta!


Será que eu mesmo, conseguirei vencer minhas próprias limitações e problemas? Ou serei uma marionete dos conselhos e paradigmas sociais de boa conduta?

Será que posso voltar a ser apenas uma criança que clama por vida?

Poderei continuar o mesmo, depois que saí da caverna e não vejo apenas sombras? Conseguirei reagir aos desafios que essa nova visão de mundo me causa? Terei forças suficientes para saber o que é saber o que é, e continuar sendo o que é?

A vida sempre nos prega peças cada vez mais ousadas e nos quer fazer sorrir, mas também quer nos fazer chorar. Somos um palhaço em suas mãos, só que ela é covarde e não sabe dizer se realmente estamos sorrindo ou se estamos chorando. Sorriso ou Tristeza o que temos?


Conseguirei ser lúcido e real nesse mundo surreal? Conseguirei vencer o tempo da vida? Conseguirei saber onde é o caminho e por onde posso navegar?

Perguntas e mais perguntas, mas quais são as respostas? Você poderia me informar?

Porque quando acordamos do sono desse mundo alienado a vida quer nos perseguir, será que ela tem medo de nós descobrirmos os segredos que ela nos esconde?

Porque nos perseguir tanto? Porque só que tem a capacidade de viver com suas próprias limitações, consegue ser o chamado e denominado o cara "feliz e realizado", porque os que questionam a vida e o mar são aterrorizados?

Porque quando desafiamos a vida e tentamos vencer o mar e atravessá-lo para vencer os nossos sonhos, temos que sofrer as mazelas e tempestades que a vida nos impõem, como Ulisses em sua Odisséia atrás de sua amada?

Até quando ficaremos parados esperando o tempo passar e continuarmos complacentes com ele permitindo que ele faça o que bem quiser com a gente?

Seria mais fácil, viver de forma pacata e alienada e ser o que todos são?! Mas, e se alguém tiver se perdido no mar do conhecimento da vida, como fará pra voltar? Terei que sofrer a solidão, os tormentos da alma e da vida de forma paciente e pacífica?

Serei obrigado a escolher a esquizofrenia e viver só em meu deficiente barco, serei obrigado a ser taxados de louco por apenas tentar descobrir os mistérios da vida?

Terei que pisar em ovos para poder viver de forma diferente e da forma que quero? Sempre serei o amargo da vida, por não querer ser o que ela me oferece? Serei sempre condicionado ao que ela quer de forma silenciosa e calma?

Toda vez que quisermos ser diferentes seremos cognominados de loucos?

São perguntas muitas perguntas e nenhum resposta. Apenas uma crítica profunda à vida, uma crítica profunda ao que é ser humano e viver do jeito que se quer viver sem ser atormentado por esse universo orgulhoso e maldoso.

Basta! Somos ordinários ou extraordinários como já dizia Dostoiévski? Somos Super-homens ou um bando de marionetes de algo superior que nem sabemos o nome e nunca o vimos?

A vida realmente é complexa! E será que um dia poderei eu saber viver de forma alegre e saudável?



Não?
Não?
Não?

A vida sempre dar um não!

O que a vida tem para oferecer de sim?

Somente aquilo que realmente ousamos roubar dela como nessa linda frase de Salomé (enviada pela minha amiga Solene)

Ouse, ouse... ouse tudo!!! Não tenha necessidade de nada! Não tente adequar sua vida a modelos, nem queira você mesmo ser um modelo para ninguém. Acredite: a vida lhe dará poucos presentes.

Se você quer uma vida, aprenda... a roubá-la! Ouse, ouse tudo! Seja na vida o que você é, aconteça o que acontecer.

Não defenda nenhum princípio, mas algo de bem mais maravilhoso: algo que está em nós e que queima como o fogo da vida!!!

Lou Andreas Salomé


Lindo simplesmente lindo, mas o que queima dentro da gente é bloqueado por todas as forças que nos retrocederam e fizeram que nos tornássemos apenas os modelos padronizados dessa sociedade enlouquecida.

Tudo é perfeitamente arquitetado... poderia eu ser um Dom Quixote e tentar salvar o mundo e a mim?
Não farei isso, tentarei primeiro me salvar e me proteger, pois sou frágil a esse sistema torturador e ignóbil, sou descrentes dessas fórmulas de convívio social, dessas pseudo-amizades, desses amores fúteis e mentirosos.

Quero encontrar apenas a verdade e quem sou? porque querer saber isso é tão torturante e por querer isso ter que enfrentar Poisedon e Hades em meu pequeno barquinho que ainda mal sabe navegar?

Acho que posso finalizar! Não trazendo soluções, nem novas idéias que podem ser consideradas inovadoras ou fantásticas. Posso apenas me confortar com os pequenos raios de luzes que batem na janela do meu quarto quando a solidão e as torturas do meio-dia me afligem, esses pequenos raiozinhos de sol produzem em meu cérebro serotina, que consegue trazer por alguns segundos uma pequeníssima alegria para que eu possa de forma efêmera sorrir dessa vida louca.

Eu, então, por um raiozinho de sol amarelo dançando em minha parede teria dado todo um mundo. Maiakóvski


Finalizo com o poeta que me apaixonei e me deu várias lições, infelizmente ele não conseguiu suportar as torturas desse universo ingrato e se suicidou.

A Esperança

Injeta sangue
no meu coração,
enche-me até o bordo das veias!
Mete-me no crânio pensamentos!
Não vivi até o fim o meu bocado terrestre,
sobre a terra
não vivi o meu bocado de amor.
Eu era gigante de porte,
mas para que este tamanho?
Para tal trabalho basta uma polegada.
Com um toco de pena,eu rabiscava papel,
num canto do quarto, encolhido,
como um par de óculos dobrado dentro do estojo.
Mas tudo que quiserdes eu farei de graça:
esfregar,
lavar,
escovar,
flanar,
montar guarda.
Posso, se vos agradar,
servir-vos de porteiro.
Há, entre vós, bastante porteiros?
Eu era um tipo alegre,
mas que fazer da alegria,
quando a dor é um rio sem vau?
Em nossos dias,
se os dentes vos mostrarem
não é senão para vos morder
ou dilacerar.
O que quer que aconteça,
nas aflições,
pesar...
Chamai-me!
Um sujeito engraçado pode ser útil.
Eu vos proporei charadas, hipérboles
e alegorias,
malabares dar-vos-ei
em versos.
Eu amei...
mas é melhor não mexer nisso.
Te sentes mal?
Tanto pior...
Gosta-se, afinal, da própria dor.
Vejamos... Amo também os bichos -
vós os criais,
em vossos parques?
Pois, tomai-me para guarda dos bichos.
Gosto deles.
Basta-me ver um desses cães vadios,
como aquele de junto à padaria,
um verdadeiro vira-lata!
e no entanto,
por ele, arrancaria meu próprio fígado:
Toma, querido, sem cerimônia, come!

Vladmir Maikóvski

Saudações Marítimas, quem sabe um dia vc encontre um garrafa com uma bela carta jogada ao mar se meu barco afundar. Wesley Diogenes
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